O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), afirmou que não deve disputar um novo mandato no Legislativo estadual. Segundo ele, seu caminho político pode ser ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). O parlamentar também declarou que sua esposa, Denise Menezes, deve concorrer a uma vaga na ALBA nas próximas eleições.
Ao comentar o cenário interno da Assembleia, Adolfo afastou a possibilidade de voltar a disputar a presidência da Casa e declarou apoio à atual presidente, Ivana Bastos. “Então não [disputarei a presidência da ALBA], mesmo que ficasse na Casa. A Ivana tem todo o direito de tentar reeleição. Ainda falta um ano, eu acredito. Ela tá fazendo um bom trabalho e merece continuar na presidência da Assembleia”, disse Menezes. “Claro que ainda tem um ano inteiro, depende dos colegas que são os eleitores, mas, se depender de mim, ela será reeleita”, completou.
Sobre os planos para 2026, o deputado explicou que a possível ida ao TCM-BA ainda depende de articulações internas e de votações na própria Assembleia. “Existe a possibilidade de que eu vá para o Tribunal de Contas dos municípios. E minha esposa, Denise, será minha candidata [a deputada estadual]. Claro que, para ser deputada, depende aí do povo da Bahia eleger através da votação, que acontecerá em outubro. Mas isso são planos, que depende de eleição na Assembleia, depende de muita coisa. Mas existe essa possibilidade”, afirmou.
A declaração ocorre pouco mais de um ano após Adolfo Menezes ter sido afastado da presidência da ALBA por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em fevereiro de 2025, o magistrado concedeu liminar determinando o afastamento do parlamentar do comando do Legislativo baiano, ao entender que sua recondução ao cargo violou o entendimento da Corte sobre a reeleição para mesas diretoras das assembleias estaduais. A decisão atendeu a uma reclamação apresentada pelo deputado Hilton Coelho (PSOL), que questionou o terceiro mandato consecutivo de Menezes à frente da Casa. O STF já havia fixado entendimento, em 2022, limitando a uma única recondução para as composições formadas no biênio 2021-2022, vedando reeleições sucessivas para os mesmos cargos nos períodos seguintes.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia




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